Os Hebreus
Os hebreus também são chamados de judeus ou israeleitas. Esse povo nos deixou uma grande herança cultural - a religião MONOTEÍSTA - isto é, a crença em um único Deus (jeová ou Iahweh).
A principal fonte de estudo sobre os hebreus é a Bíblia, o Antigo Testamento.
O povo hebreu era composto por pastores nômades que viviam na cidade de Ur, na Mesopotâmia. Lá Abraão recebeu um chamado divino para que abandonasse o politeísmo (isto é, a crença em vários deuses) e conduzisse seu povo até a terra prometida chamada de Canaã, que corresponde a atual Palestina .Eles chegaram a Canaã por volta de 2.000 a. C.
A Palestina era uma pequena faixa de terra, que se estendia pelo vale do rio Jordão. Limitava-se ao norte com a Fenícia, ao sul com as terras de Judá, a leste com o deserto da Arábia e a oeste, com o mar Mediterrâneo.
Governados por patriarcas, os hebreus viveram na palestina durante três séculos.
Os principais patriarcas hebreus, foram Abraão (o primeiro patriarca), Isaac e Jacó (também chamado Israel, daí o nome israelitas).
Permaneceram no Egito, cerca de 400 anos, até serem perseguidos e escravizados pelos faraós.

Liderados então, pelo patriarca Moisés, os hebreus abandonaram o Egito em 1250 a.C., retornando à Palestina. Essa saída em massa dos hebreus do Egito é conhecida como Êxodo.
No período de lutas pela conquista da Palestina, que durou
quase dois séculos, os hebreus foram governados pelos juízes.
Os juízes eram
chefes políticos, militares e religiosos. Embora comandassem os hebreus de
forma enérgica, não tinham uma estrutura administrativa permanente.
Entre os mais
famosos juízes destaca-se Sansão, que ficou conhecido por sua grande força,
conforme relata a Bíblia. Outros juízes importantes foram Gedeão e Samuel.
Os Reis
A seqüência de lutas
e problemas sociais criou a necessidade de um comando militar único. Os hebreus
adotaram então, a monarquia. O objetivo era centralizar o poder nas mãos de um
rei e, assim, ter mais força para enfrentar os povos inimigos, como os
filisteus.
O primeiro rei dos
hebreus foi Saul (1010 a.C.). Depois veio o rei Davi (1006-966 a.C.), conhecido
por ter vencido os filisteus (segundo a Bíblia, ele derrotou o gigante filisteu
Golias). Com a conquista de toda a Palestina, a cidade de Jerusalém tornou-se a
capital política e religiosa dos hebreus.
O sucessor de Davi
foi seu filho Salomão, que terminou a organização da monarquia hebraica e seu
reinado marcou o apogeu do reino hebraico.
Durante o reinado de Salomão (966-926 a.C.), houve um grande
desenvolvimento comercial, foram construídos palácios, fortificações, a
construção do Templo de Jerusalém, criou um poderoso exército, organizou a
administração e o sistema de impostos. Montou uma luxuosa corte, com muitos
funcionários e grandes despesas.
Para poder sustentar
uma corte tão luxuosa, Salomão obrigava o povo hebreu a pagar pesados impostos.
O preço dessa exploração foi o surgimento de revoltas sociais.
Com a
morte de Salomão, essas revoltas provocaram a divisão religiosa e política das
tribos e o fim da monarquia unificada.
Formaram-se dois reinos: ao norte, dez tribos formaram o
reino de Israel, com capital em Samaria e, ao sul, as duas tribos restantes
formaram o reino de Judá, com capital em Jerusalém.
Em 722 a.C., os reinos de Israel foram conquistados pelos
assírios, comandados por Sargão II. Grande parte dos hebreus foi escravizada e
espalhada pelo Império Assírio.
Em 587 a.C., o reino
de Judá foi conquistado pelos babilônios, comandados por Nabucodonosor. Os
babilônios destruíram Jerusalém e aprisionaram os hebreus, levando-os para a
Babilônia. Esse episódio ficou conhecido como o Cativeiro da Babilônia.
Os hebreus
permaneceram presos até 538 a.C., quando o rei persa Ciro II conquistou a
Babilônia, e puderam então à Palestina, que se tornara província do Império
Persa e reconstruíram então o templo de Jerusalém.
A partir dessa época,
os hebreus não mais conseguiram conquistar a autonomia política da Palestina,
que se tornou sucessivamente província dos impérios persa, macedônio e romano.
Durante o domínio
romano na Palestina, o nacionalismo dos hebreus fortaleceu-se, levando-os a se
revoltar contra Roma. No ano 70 da nossa era, o imperador romano Tito, sufocou
uma rebelião hebraica e destruiu o segundo templo de Jerusalém. Os hebreus,
então, dispersaram-se por várias regiões do mundo. Esse episódio ficou
conhecido como Diáspora (Dispersão).
Somente em 1948, os judeus puderam se reunir num Estado
independente, com a determinação da ONU (Organização das Nações Unidas), que
criou o Estado de Israel. Decisão que criou sérios problemas na região do
Oriente Médio, pois com a saída dos judeus da Palestina, no século I, outros
povos, principalmente de origem árabe ocuparam e fixaram-se na região. A
oposição dos árabes à existência do Estado de Israel, tem resultado em
continuados conflitos na região.
Para ajudar a entender toda essa história veja os vídeos abaixo: |
